Mosquitos potencialmente transmissores de doenças aumentam em Portugal em 2025

Portugal registou em 2025 um aumento da presença de mosquitos capazes de transmitir doenças como dengue, zika e chikungunya, segundo dados da “Rede de Vigilância de Vetores” do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

O relatório indica que estas espécies foram identificadas em 28 concelhos do território nacional, refletindo uma expansão relevante de insetos considerados potencialmente perigosos para a saúde pública.

Ao longo do ano, foram contabilizados mais de 44 mil mosquitos de 22 espécies diferentes, bem como cerca de 48 mil ovos de espécies invasoras. Apesar disso, a maioria das amostras analisadas não revelou presença de vírus patogénicos para humanos, com exceção de um caso identificado na Região Autónoma da Madeira.

Segundo os dados de vigilância, foi detetada a presença do vírus da dengue em amostras recolhidas na Madeira, associada a mosquitos da espécie Aedes aegypti. Este episódio levou à confirmação de casos humanos autóctones na região, um cenário raro em Portugal e que reforçou a atenção das autoridades de saúde.

O caso terá surgido na sequência da deteção de mosquitos infetados em armadilhas de monitorização no Funchal, tendo sido posteriormente identificados dois casos de infeção em residentes locais. As autoridades regionais reforçaram de imediato as medidas de vigilância e controlo do vetor, incluindo ações de eliminação de criadouros.

Para além dos mosquitos, a vigilância identificou também outros vetores relevantes. Em 2025 foram registadas 6612 carraças e 1448 flebótomos, estes últimos frequentemente confundidos com pequenos mosquitos, devido ao seu tamanho reduzido e aspeto semelhante.

O INSA reforça que este tipo de monitorização é essencial para acompanhar a evolução de espécies invasoras e o risco de transmissão de doenças, sobretudo num contexto de alterações climáticas que favorecem a sua expansão e adaptação a novas regiões.

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