A cidade de Águeda voltou a assumir-se como ponto de chegada e decisão do Grande Prémio Anicolor, acolhendo a consagração final da edição de 2026, com Alexis Guerin (Anicolor/Campicarn) a confirmar a vitória na classificação geral. O corredor francês selou o triunfo após voltar a ser o mais forte na terceira e última etapa da prova, uma ligação exigente entre Mortágua e Águeda, com 170,5 quilómetros, que acabou por ser determinante para a definição final da corrida.
A jornada ficou fortemente condicionada pelas condições meteorológicas, com chuva intensa a marcar a primeira metade do percurso, tornando o piso mais pesado e aumentando significativamente o desgaste do pelotão. Perante esse cenário, e numa decisão enquadrada pelo regulamento competitivo, o colégio de comissários, em articulação com a organização, optou por alargar o tempo limite para 17%, reconhecendo a dureza acrescida da etapa e o impacto direto das condições climatéricas no desempenho dos corredores . Apesar disso, a corrida não perdeu intensidade, mantendo-se viva do ponto de vista tático, com movimentações constantes e várias equipas a procurarem ganhar vantagem nos momentos-chave do percurso.
A resolução da etapa acabou por surgir apenas na fase final, já nas ruas de Águeda, com o pelotão a discutir a vitória ao sprint. Alexis Guerin voltou a demonstrar eficácia nesse tipo de chegada, impondo-se com autoridade e cortando a meta em 4h46m14s, exatamente com o mesmo tempo de Javier Jamaica (Nu Colombia), que foi segundo classificado. Artem Nych, companheiro de equipa do vencedor, fechou o pódio do dia a 1m33s, num resultado que espelha o controlo e a consistência coletiva da Anicolor/Campicarn ao longo da etapa e da própria competição .
Este desfecho confirmou não só a vitória na etapa, mas também a superioridade de Guerin na classificação geral, numa prova marcada pelo equilíbrio entre os principais candidatos e decidida pela capacidade de gestão e consistência ao longo dos três dias de competição.
Classificação da etapa (Top 10)
| Pos. | Corredor | Equipa | Tempo |
|---|---|---|---|
| 1º | Alexis Guerin | Anicolor/Campicarn | 4:46:14 |
| 2º | Javier Jamaica | Nu Colombia | m.t. |
| 3º | Artem Nych | Anicolor/Campicarn | +1:33 |
| 4º | Xabier Berasategi | Euskaltel-Euskadi | m.t. |
| 5º | Rafael Reis | Anicolor/Campicarn | m.t. |
| 6º | Gonçalo Carvalho | Tavfer-Mortágua | m.t. |
| 7º | Joan Bou | Caja Rural | m.t. |
| 8º | Jesus Del Pino | Aviludo-Louletano | m.t. |
| 9º | Gotzon Martin | Euskaltel-Euskadi | m.t. |
| 10º | Tiago Antunes | Efapel | m.t. |
Com este resultado, Guerin confirmou a vitória final na geral individual, terminando a prova com o tempo total de 13h23m54s. Javier Jamaica foi segundo, a apenas 18 segundos, mantendo a pressão até ao último dia, enquanto Tiago Antunes (Efapel) fechou o pódio final, a 1m33s, assumindo-se como o melhor português da competição .
Classificação geral final (Top 5)
| Pos. | Corredor | Equipa | Dif. |
|---|---|---|---|
| 1º | Alexis Guerin | Anicolor/Campicarn | — |
| 2º | Javier Jamaica | Nu Colombia | +0:18 |
| 3º | Tiago Antunes | Efapel | +1:33 |
| 4º | Xabier Berasategi | Euskaltel-Euskadi | +1:37 |
| 5º | Joan Bou | Caja Rural | +1:38 |
A nível coletivo, a Anicolor/Campicarn voltou a demonstrar a sua supremacia, vencendo a classificação por equipas da etapa e assegurando igualmente a liderança na geral coletiva, num desempenho consistente ao longo de toda a competição .
Classificação por equipas (etapa)
| Pos. | Equipa | Tempo |
|---|---|---|
| 1ª | Anicolor/Campicarn | 14:21:48 |
| 2ª | Nu Colombia | m.t. |
| 3ª | Euskaltel-Euskadi | +1:33 |
| 4ª | Efapel | +4:54 |
| 5ª | Caja Rural | +8:48 |
Entre as restantes classificações, Javier Jamaica confirmou a sua superioridade na montanha, terminando como o corredor mais pontuado nesta vertente após somar pontos nas diversas contagens ao longo da etapa, incluindo prémios de primeira e segunda categoria, o que lhe permitiu fechar a prova com vantagem clara nessa classificação . A sua presença constante na frente da corrida nas zonas mais exigentes do percurso traduziu-se numa acumulação consistente de pontuação, decisiva para assegurar essa liderança.
Na classificação por pontos, foi Xabier Berasategi quem se destacou, fruto da regularidade demonstrada ao longo das etapas e da presença sistemática nas posições cimeiras das chegadas e metas intermédias. O corredor da Euskaltel-Euskadi terminou assim como o mais pontuado nesta classificação específica, refletindo um desempenho equilibrado e competitivo ao longo de toda a prova . Já entre os mais jovens, Rúben Rodrigues destacou-se ao assegurar a liderança da classificação da juventude, sendo o melhor sub-23 no conjunto das três etapas, evidenciando consistência e capacidade para se afirmar entre corredores mais experientes .
A etapa final ficou igualmente marcada pelo número significativo de desistências, num reflexo direto da dureza acumulada da competição e das condições particularmente exigentes sentidas neste último dia. A combinação entre desgaste físico, perfil da etapa e condições climatéricas adversas levou a que vários corredores não conseguissem concluir a tirada até Águeda, como evidenciado na listagem oficial de desistentes da etapa .
Apesar dessas dificuldades, o desfecho da prova voltou a contar com forte adesão do público, tanto ao longo do percurso como na chegada a Águeda, onde se concentrou a decisão final. A competição voltou assim a afirmar-se pela intensidade desportiva e pela qualidade do pelotão presente, reunindo equipas nacionais e internacionais e proporcionando uma corrida discutida até aos últimos metros, num encerramento à altura da importância que o Grande Prémio Anicolor tem vindo a consolidar no panorama velocipédico.





















