Águeda em situação de calamidade por risco extremo de cheias; Governo prolonga e alarga medida até 8 de fevereiro

O Governo português decidiu, em Conselho de Ministros extraordinário realizado no dia 1 de fevereiro de 2026, alargar a situação de calamidade ao concelho de Águeda, no distrito de Aveiro, devido à verificação ou ao risco extremo de ocorrência de inundações e cheias graves no território, no contexto do agravamento das condições meteorológicas e das consequências da depressão Kristin.

A situação de calamidade, prevista na Lei de Bases da Proteção Civil, foi prolongada até às 23h59 do dia 8 de fevereiro de 2026 e abrange agora, além de Águeda, os municípios de Albergaria-a-Velha, Alcácer do Sal, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Ovar e Sever do Vouga. A medida foi adotada “em razão da ocorrência ou do risco elevado de ocorrência de cheias graves”, após pareceres da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e em articulação com as estruturas locais dos concelhos afetados.

A decisão integra-se no contexto da resposta do Executivo à depressão Kristin, que provocou ventos fortes, chuva intensa e danos generalizados em várias regiões do país no final de janeiro, levando à ativação de planos extraordinários de proteção civil e a pedidos de apoio por parte de autarquias confrontadas com estragos em infraestruturas e prejuízos em áreas residenciais e agrícolas.

O prolongamento da situação de calamidade e o alargamento territorial permitem a manutenção de medidas excecionais de proteção civil, entre as quais a mobilização de recursos públicos e privados, a ativação de planos de emergência locais e regionais e a agilização de procedimentos de apoio às populações e às empresas afetadas.

Paralelamente, o Governo aprovou um pacote de apoios que pode atingir os 2,5 mil milhões de euros, destinado a responder aos danos provocados pela tempestade. Este conjunto de medidas inclui, entre outras, subsídios às famílias em situação de carência económica, apoios financeiros para obras de reparação, reabilitação ou reconstrução de imóveis e transferências extraordinárias para a recuperação de infraestruturas públicas e municipais, num esforço coordenado de recuperação e assistência.

Na sequência da situação decretada, as autoridades têm reforçado os avisos à população para que adotem comportamentos de autoproteção, em especial junto de cursos de água ou em zonas susceptíveis de enchentes e deslizamentos, e mantêm vigilância reforçada sobre a evolução dos caudais dos principais rios e das previsões meteorológicas para os próximos dias.

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