A candidatura do Bloco de Esquerda (BE) em Águeda fez chegar à redação do Notícias de Águeda um comunicado onde manifesta “profunda preocupação” com o estado atual da Ponte Velha do Vouga e com o futuro daquele património histórico e cultural.
O documento, assinado por Cláudia Afonso e dirigido ao presidente da Câmara Municipal, Jorge Almeida, recorda que a ponte se encontra em processo de classificação de âmbito nacional, reaberto a 20 de fevereiro deste ano, mas critica a ausência de prioridade dada pela autarquia à preservação do património cultural. Para o BE, este é um tema que “mereceria um debate político sério, tão franco quanto fundamentado”, de modo a que as opções camarárias “sirvam a população como garantia de que a ciência, a história, o património e a cultura são pilares do desenvolvimento concelhio e regional”.
No comunicado são colocadas cinco questões concretas ao executivo municipal:
- Trabalhos no rio Vouga – Se o plano de intervenções de grande escala anunciado em julho para o leito do rio contempla o estado de conservação da ponte.
- Acumulação de detritos – Se a autarquia tem previsto remover os resíduos acumulados junto aos pilares.
- Controlo da vegetação infestante – Que ações foram desenvolvidas junto dos proprietários confinantes com a ponte para garantir o controlo da vegetação invasora, cuja proliferação é visível.
- Acesso a relatórios técnicos – Se será facilitado o acesso da população aos relatórios técnicos, pareceres e outras peças documentais elaboradas nos últimos anos sobre a Ponte de Vouga.
- Contactos com o Património Cultural, IP – Se já houve qualquer diligência da autarquia junto desta entidade no âmbito do procedimento de classificação.
O BE conclui o comunicado reafirmando que estas preocupações se colocam não apenas pelo valor histórico da Ponte Velha do Vouga, mas também pela necessidade de proteger o rio e a sua envolvente, defendendo “ações claras e transparentes” por parte da Câmara Municipal de Águeda.
