Cerca de 50 concelhos em perigo máximo de incêndio. Temperaturas podem atingir os 35 ºC

Cerca de 50 concelhos do interior de Portugal continental encontram-se esta quinta-feira, 23 de julho, em perigo máximo de incêndio rural, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os concelhos abrangidos distribuem-se pelos distritos de Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Coimbra, Santarém, Portalegre, Castelo Branco e Faro, numa altura em que as condições meteorológicas continuam a favorecer a propagação de incêndios.

Além destes, o IPMA colocou cerca de 70 concelhos em perigo muito elevado, abrangendo zonas dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Coimbra, Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Faro.

Outros mais de 60 concelhos encontram-se em perigo elevado, incluindo áreas dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Vila Real, Viseu, Leiria, Santarém, Lisboa, Portalegre, Évora, Beja e Faro.

Segundo o IPMA, o risco de incêndio deverá manter-se elevado pelo menos até à próxima segunda-feira, prevendo-se que praticamente todo o território continental apresente níveis de perigo máximo ou muito elevado.

O índice de perigo de incêndio rural é calculado com base em vários fatores meteorológicos, nomeadamente a temperatura do ar, a humidade relativa, a velocidade do vento e a precipitação registada nas 24 horas anteriores.

Para esta quinta-feira, o IPMA prevê céu pouco nublado ou limpo na generalidade do continente, com alguma nebulosidade matinal, sobretudo no litoral oeste. O vento deverá soprar fraco do quadrante oeste, registando-se uma ligeira descida das temperaturas máximas no interior Norte e Centro e uma pequena subida na costa sul do Algarve.

As temperaturas mínimas deverão oscilar entre os 15 ºC, na Guarda, e os 20 ºC, em Faro. Já as máximas variam entre os 24 ºC, em Viana do Castelo, e os 35 ºC, previstos para Castelo Branco, Évora e Faro.

Perante este cenário, as autoridades apelam à população para que evite comportamentos de risco, como a realização de queimadas, o uso de maquinaria suscetível de provocar faíscas ou qualquer atividade que possa dar origem a incêndios rurais, sobretudo nas zonas classificadas com maior nível de perigo.

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