Crise diretiva abala Grupo Folclórico e Etnográfico de Recardães após demissão do presidente

O Grupo Folclórico e Etnográfico de Recardães (GFER) atravessa um momento de forte instabilidade interna, após a demissão do presidente da direção, Diogo Cunha Velho, alegando divergências profundas no seio da estrutura dirigente e falta de condições para continuar a exercer funções.

A saída foi comunicada aos membros do grupo após uma reunião realizada esta semana, onde o dirigente anunciou a cessação imediata do mandato, deixando igualmente as funções de ensaiador e de membro efetivo do grupo.

Na mensagem tornada pública, Diogo Cunha Velho refere que “tem vindo a ser impossível trabalhar” com a vice-presidente, apontando “falta de concordância em nada” e acusando alguns elementos de tomarem decisões sem o conhecimento do presidente. O agora ex-dirigente afirma ainda que existiam comportamentos e “chantagens” internas relacionadas com ameaças de demissão sempre que determinadas decisões não eram do agrado da restante direção.

“Existem pessoas que por terem cargos mais altos pensam que são os donos e senhores do GFER, onde tomam decisões sem que o presidente tenha uma única palavra a dizer”, escreveu.

Diogo Cunha Velho lamenta ainda aquilo que considera ser uma falta de apoio interno, sublinhando que foi responsável por reunir uma lista para garantir a continuidade do grupo numa altura em que, segundo afirma, “não havia qualquer lista para tomar conta do GFER”.

A crise diretiva não se ficou apenas pela saída do presidente. Segundo foi também confirmado, Filipe Quintã, membro do Conselho Fiscal, apresentou igualmente a sua demissão, assim como Juliana Mendes, secretária da Assembleia Geral.

Em declarações, Diogo Cunha Velho classificou a decisão como “irreversível”, afirmando sentir que as pessoas que deveriam ajudá-lo acabaram por “remar em sentido contrário”.

Neste momento, permanece a incerteza relativamente ao futuro da coletividade. Segundo o próprio ex-presidente, ainda ninguém assumiu formalmente a liderança do grupo, ficando agora o processo dependente da receção formal da carta de demissão por parte do presidente da Assembleia Geral, que deverá decidir os próximos passos.

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