O clima de tensão na Escola Básica 2,3 de Valongo do Vouga agravou-se esta sexta-feira, 31 de outubro, depois de o aluno que tinha sido agredido no início da semana, ter sido novamente ameaçado por colegas dentro do recinto escolar.
Segundo confirmou o Notícias de Águeda, após a publicação da primeira notícia sobre o caso, o estudante ouviu dos agressores a frase:
“Já que foste ao hospital, da próxima vez vai ter de ser com arma.”
Perante esta nova ameaça, a mãe do aluno deslocou-se de imediato à escola e solicitou a presença da GNR, que se dirigiu ao local para averiguar a situação e garantir a segurança do filho.
O episódio provocou alarme generalizado entre alunos, pais e professores, que falam de um ambiente de medo e impunidade no estabelecimento, onde continuam a ser relatadas situações de violência e intimidação entre estudantes.á
Direção continua em silêncio
O Notícias de Águeda tentou, desde a noite de quinta-feira, obter uma resposta oficial da direção da Escola EB 2,3 de Valongo do Vouga, sem sucesso.
Foram feitos vários contactos telefónicos e enviados emails com pedido de esclarecimento sobre as medidas de proteção ao aluno e o acompanhamento psicológico das partes envolvidas, mas não foi recebida qualquer reação até à hora de fecho desta edição.
O jornal questionou ainda se a direção reportou o caso à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e se foram instaurados processos disciplinares internos relativos à agressão e às ameaças subsequentes.
Relatório médico confirma agressão
Recorde-se que o aluno foi assistido no Hospital de Águeda na noite de terça-feira, 29 de outubro, após a agressão física ocorrida no início da semana.
O relatório clínico, a que o Notícias de Águeda teve acesso, confirma lesões compatíveis com agressão, incluindo “dor à palpação da nuca, escoriação no cotovelo esquerdo, equimose no flanco esquerdo, crosta inferior à patela direita e equimose em absorção na face anterior da coxa esquerda”.
O médico de serviço prescreveu medicação e recomendou vigilância de sintomas, indicando que as lesões tinham origem em agressão escolar.
Comunidade exige ação
Pais e encarregados de educação expressam indignação e preocupação com a falta de medidas visíveis de segurança e com a ausência de comunicação oficial por parte da escola.
Vários defendem o reforço da vigilância, a presença policial regular e o acompanhamento psicológico urgente de alunos em risco.
O caso — agora agravado por ameaças com referência a arma — reforça o debate sobre a violência nas escolas e a necessidade de uma resposta firme e coordenada entre Ministério da Educação, forças de segurança e autarquias.
O Notícias de Águeda continuará a acompanhar de perto o desenvolvimento deste caso e a solicitar à direção da escola uma resposta oficial.
