A depressão Oriana não irá afetar diretamente Portugal continental, mas deverá provocar períodos de chuva, por vezes forte, e vento com rajadas até 80 quilómetros por hora entre o final da tarde de quinta-feira e a manhã de sexta-feira, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Segundo o IPMA, o continente será atravessado por “um sistema frontal associado a uma região depressionária centrada a norte da Península Ibérica”, que, ao deslocar-se para Espanha, dará origem à depressão Oriana. O instituto sublinha que o seu desenvolvimento ocorrerá já em território espanhol, razão pela qual não afetará diretamente Portugal.
Ainda assim, os efeitos do sistema frontal far-se-ão sentir em quase todo o país, com precipitação persistente e vento moderado a forte, com rajadas que podem atingir os 80 km/h.
Face à previsão, o IPMA colocou sob aviso amarelo de chuva os distritos de Viseu, Évora, Porto, Guarda, Vila Real, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga. Estes distritos, juntamente com Bragança, Faro e Beja, estarão igualmente sob aviso amarelo devido ao vento.
O aviso surge numa altura em que o país ainda recupera dos impactos recentes das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que causaram 16 vítimas mortais, centenas de feridos e desalojados, além de avultados danos materiais. A mais recente vítima foi um homem de 72 anos que morreu nos Hospitais da Universidade de Coimbra, após ter sofrido uma queda no concelho de Pombal enquanto realizava reparações num telhado.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo continuam entre as mais afetadas pelos temporais, que provocaram destruição de habitações e empresas, queda de árvores e estruturas, cortes de energia, água e comunicações, encerramento de estradas e escolas, bem como inundações e cheias.
Perante o cenário, o Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio que pode ascender a 2,5 mil milhões de euros.
