Dez concelhos em perigo máximo de incêndio. Interior do país volta a aquecer

Uma dezena de concelhos dos distritos de Bragança, Guarda, Santarém e Faro encontra-se esta quarta-feira, 5 de agosto, em perigo máximo de incêndio rural, num dia em que as temperaturas voltam a subir no interior do país, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Além dos concelhos classificados com o nível máximo de risco, cerca de 80 municípios dos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Coimbra, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Leiria, Beja e Faro estão em perigo muito elevado. Em perigo elevado encontra-se toda a região do Alentejo e mais de quatro dezenas de concelhos dos distritos de Vila Real, Porto, Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa e Faro.

O índice de perigo de incêndio rural elaborado pelo IPMA resulta da combinação de vários fatores meteorológicos, nomeadamente a temperatura do ar, a humidade relativa, a velocidade do vento e a quantidade de precipitação registada nas 24 horas anteriores. A escala utilizada vai de reduzido a máximo e permite avaliar diariamente o potencial de ignição e propagação de incêndios.

Para esta quarta-feira, a previsão aponta para uma subida da temperatura máxima no interior do território continental e no sotavento algarvio, enquanto na faixa costeira ocidental se espera uma ligeira descida dos valores máximos. Está igualmente previsto vento por vezes forte na faixa costeira a sul do Cabo Raso, condição que pode contribuir para agravar o comportamento de eventuais incêndios.

Castelo Branco deverá ser a cidade mais quente do país, com uma temperatura máxima prevista de 36 graus Celsius. Em Faro os termómetros deverão atingir os 33 graus, Lisboa poderá chegar aos 29 graus e o Porto aos 24 graus. As temperaturas mínimas deverão oscilar entre os 15 graus, previstos para Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança e Guarda, e os 21 graus esperados em Faro.

Perante o agravamento do risco de incêndio em várias regiões do país, as autoridades apelam ao cumprimento das medidas de prevenção, evitando a realização de queimadas, o uso de maquinaria que possa provocar faíscas em zonas florestais e qualquer comportamento suscetível de originar um incêndio rural.

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