O 20.º Festival de Teatro do Orfeão de Águeda teve início no passado dia 7 de março, no Auditório Ana Paula Silva, com a estreia da peça “Gambozinos”, apresentada pela ATEF – Associação de Teatro Experimental de Fataunços, de Vouzela. O espetáculo marcou também a abertura oficial do festival, numa edição especial em que o Orfeão de Águeda celebra os seus 110 anos de existência.
A nova produção da ATEF conta com um elenco composto por Aníbal Seraphim, Fernando Figueiredo, Joana Alves, Linda Almeida e Pedro Lopes, este último conhecido também pelo seu percurso como campeão de matraquilhos. A peça apresenta uma narrativa que mistura humor, mistério e elementos da tradição popular.
A história decorre numa pequena vila do interior de Portugal, onde um jovem passa os dias a ajudar um amigo enquanto persegue o sonho de se tornar campeão de matraquilhos. No entanto, a tranquilidade da localidade é abalada por um acontecimento inesperado: a morte misteriosa de um político. À medida que as suspeitas se multiplicam, ressurge na região a antiga história dos gambozinos, criaturas que para alguns não passam de uma lenda, mas que para outros podem esconder algo mais. Entre rumores e dúvidas, a pergunta permanece: terão os gambozinos alguma ligação ao crime?



O espetáculo iniciou-se pelas 21h30, com as portas do auditório a abrirem às 20h45, permitindo ao público assistir à sessão inaugural deste festival que, ao longo do mês de março, traz a Águeda vários grupos de teatro de diferentes regiões do país.
O programa do 20.º Festival de Teatro do Orfeão de Águeda inclui ainda novas sessões nas próximas semanas, todas com início às 21h30. No dia 14 de março, sobe ao palco o Teatro Olimpo, de Ansião, com a peça “Meu marido que Deus haja”. A 21 de março, é a vez do grupo Ajidanha, de Idanha-a-Nova, apresentar “O Torcicolo”. O festival encerra posteriormente com uma atuação do Grupo de Teatro do Orfeão de Águeda.
A organização mantém o acesso gratuito às sessões e proporciona ainda um momento de convívio ao público, com a oferta de um café e um doce no início da noite, reforçando o espírito cultural e comunitário que caracteriza este festival ao longo das suas duas décadas de existência.
