A deputada do PSD eleita pelo círculo de Aveiro, Helga Correia, defendeu no Parlamento que a futura Prestação Social Única (PSU) representa uma reforma estrutural da proteção social, considerando que o novo modelo permitirá responder de forma mais célere e eficaz às situações de pobreza e vulnerabilidade, promovendo simultaneamente a autonomia das pessoas.
As declarações foram proferidas durante uma audição da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, onde a parlamentar social-democrata destacou que a nova prestação pretende simplificar o acesso aos apoios sociais e garantir uma resposta mais eficiente aos cidadãos.
Segundo Helga Correia, a PSU constitui “um grande avanço ao nível da proteção social”, abrangendo situações como desemprego, parentalidade, velhice, invalidez, viuvez e orfandade. A deputada sublinhou ainda que o consenso alcançado em torno da proposta resulta da expectativa de que esta venha responder às dificuldades atualmente sentidas por muitas famílias.
Durante a audição, a parlamentar saudou o Governo pelo esforço de harmonização do novo regime, lamentando, contudo, o que classificou como “ruído” e “muitas falsidades” que, na sua perspetiva, marcaram o debate em torno da medida e contribuíram para gerar dúvidas junto da população.
Helga Correia aproveitou igualmente para questionar a ministra sobre se o Governo reconhece que a Prestação Social Única poderá, efetivamente, garantir maior dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade e representar um instrumento mais eficaz no combate à pobreza.
A deputada defendeu que a reforma não se limita à atribuição de apoios financeiros, mas assenta numa visão mais abrangente da proteção social, promovendo a inclusão, a autonomia e a participação ativa dos beneficiários. Nesse sentido, considera que a PSU criará melhores condições para o regresso ao mercado de trabalho, através da qualificação, da melhoria dos rendimentos e da construção de projetos de vida sustentáveis.
Na mesma intervenção, Helga Correia fez questão de salientar que as pessoas com deficiência continuarão abrangidas e protegidas pelo novo regime, assegurando que a Prestação Social Única mantém as garantias atualmente existentes e reforça o compromisso com a inclusão, a autonomia e a participação plena destas pessoas na vida cultural e social.
A posição da deputada foi divulgada através de uma nota de imprensa emitida pela sua assessoria de comunicação, datada de 6 de julho de 2026.
