A Mamarrosa volta a recuar no tempo no próximo sábado, 3 de outubro, para recuperar uma das tradições mais marcantes da vida rural. A Tradicional Desfolhada da Mamarrosa regressa para a sua 7.ª edição, a partir das 20h30, junto ao adro da Igreja, numa iniciativa promovida pelo Rancho Folclórico S. Simão de Mamarrosa.
A desfolhada, durante décadas um momento importante no calendário agrícola das aldeias, volta assim a ganhar vida através de uma recriação que junta música, dança, teatro e convívio popular. Mais do que recordar antigos trabalhos do campo, a iniciativa pretende transmitir às novas gerações os costumes e vivências que faziam parte do quotidiano das comunidades rurais.
Um dos principais momentos da noite será a encenação do tradicional descamisar do milho. O público não será apenas espectador e é convidado a participar nos trabalhos, ajudando a recriar o ambiente das antigas desfolhadas, quando familiares, vizinhos e amigos se reuniam depois da apanha para retirar as folhas das espigas.
E, como manda a tradição, haverá também a esperada procura do Milho-Rei. Entre as muitas espigas, todos estarão atentos ao aparecimento da espiga de milho vermelho, tradicionalmente associada a momentos de festa e brincadeira durante as desfolhadas.
O Rancho Folclórico S. Simão de Mamarrosa, anfitrião da iniciativa, recebe este ano o Rancho Folclórico S. Pedro do Canedo e os Pauliteiros de Ossela, que contribuirão para uma noite marcada pelas tradições, música e danças populares.
Mas a jornada começa muito antes do anoitecer. Logo pela manhã terá lugar a apanha do milho, recuperando também esta etapa dos trabalhos agrícolas que antecediam a desfolhada. O bar estará em funcionamento ao longo do dia, pproporcionando mais um ponto de encontro e convívio para participantes e visitantes.
Ao chegar à sétima edição, a Tradicional Desfolhada da Mamarrosa afirma-se como uma iniciativa de preservação da memória coletiva e do património imaterial da região. Num tempo em que muitos dos trabalhos agrícolas tradicionais desapareceram ou foram profundamente transformados pela mecanização, a recriação permite recordar como se trabalhava, mas também como esses momentos serviam para unir as comunidades.
No sábado, a partir das 20h30, o adro da Igreja da Mamarrosa será novamente palco desse encontro entre passado e presente, numa noite em que o milho, os cantares, as danças e o convívio prometem devolver à aldeia os ambientes das antigas desfolhadas.

