Ministro da Administração Interna associa-se à homenagem aos bombeiros mortos no incêndio de 1986 em Águeda

O Ministro da Administração Interna, Luís Neves, vai marcar presença no próximo domingo nas cerimónias evocativas dos 40 anos do trágico incêndio de 14 de junho de 1986, que vitimou 16 pessoas e permanece como uma das maiores tragédias da história dos Bombeiros Portugueses.

A homenagem é promovida pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Águeda e pretende recordar os homens que perderam a vida no cumprimento da sua missão de proteger pessoas e bens, num incêndio que marcou profundamente a corporação, o concelho de Águeda e todo o país.

Quarenta anos depois da tragédia, a memória daqueles bombeiros continua viva entre os seus camaradas, familiares e na comunidade aguedense. As cerimónias pretendem assinalar o sacrifício, a coragem e o espírito de missão demonstrados pelos operacionais que tombaram em serviço, reafirmando o reconhecimento e a gratidão das gerações atuais.

No convite dirigido às entidades, o presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Águeda, Manuel São Bento Pereira, sublinha que a evocação visa testemunhar “a saudade e o reconhecimento aos que, esquecendo-se de si próprios, se vincularam no cumprimento do seu dever”.

A presença do ministro Luís Neves reveste-se de particular significado institucional. Antigo diretor nacional da Polícia Judiciária e responsável pela tutela das forças de segurança e da proteção civil desde fevereiro deste ano, o governante associar-se-á a uma cerimónia que reunirá bombeiros, familiares das vítimas, autarcas e representantes de diversas entidades ligadas à proteção e socorro.

As comemorações dos 40 anos do incêndio-catástrofe constituem igualmente uma oportunidade para refletir sobre a evolução dos meios de combate aos incêndios, da formação e das condições de segurança dos bombeiros portugueses, sem esquecer aqueles que deram a vida ao serviço da comunidade.

A cerimónia terá lugar no próximo domingo, em Águeda, num momento de recolhimento, homenagem e memória dedicado aos 16 bombeiros que perderam a vida naquele que continua a ser um dos mais marcantes episódios da história da proteção civil em Portugal.

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