Mónica Lopes Silva chamada ao Mundial de Estrada e vai representar Portugal em Copenhaga

A atleta Mónica Lopes Silva foi convocada pela Federação Portuguesa de Atletismo para representar Portugal nos Campeonatos do Mundo de Estrada, que se realizam nos dias 19 e 20 de setembro, em Copenhaga, na Dinamarca. A chamada coloca a atleta entre os dez portugueses escolhidos para uma competição que reunirá alguns dos melhores especialistas mundiais das provas de estrada.

A convocatória nacional é composta por Isaac Nader, José Carlos Pinto, Miguel Borges, Mónica Lopes Silva, Patrícia Silva, Rui Pinto, Salomé Afonso, Salomé Rocha, Samuel Barata e Susana Godinho Santos. Para Mónica Lopes Silva, a confirmação da presença no Mundial representa a concretização de um objetivo construído ao longo de muitos meses de preparação, treinos e competição.

A própria atleta não escondeu a emoção quando tornou pública a convocatória. “Meu Deus… é oficial!”, escreveu nas redes sociais, numa publicação em que recorda o percurso realizado até chegar à seleção nacional.

“Tantos treinos, sacrifícios, viagens, dias bons e dias difíceis, e hoje, ver o meu nome nesta convocatória é uma emoção impossível de explicar”, afirmou Mónica Lopes Silva. A atleta acrescentou ainda que “é um orgulho enorme vestir as cores de Portugal”, deixando um agradecimento a todos aqueles que acreditaram no seu trabalho e que a têm acompanhado ao longo deste percurso.

A dimensão da competição ajuda a perceber a importância desta convocatória. Os World Athletics Road Running Championships Copenhagen 26 vão disputar-se em três distâncias — milha, 5 quilómetros e meia maratona — e atribuirão seis títulos mundiais individuais, três masculinos e três femininos.

Copenhaga prepara, aliás, um evento de grande dimensão. A organização aponta para cerca de 65 mil participantes, conjugando as provas destinadas à elite mundial com corridas de participação em massa. Desta forma, durante aquele fim de semana, alguns dos melhores atletas do planeta vão partilhar o cenário competitivo com milhares de corredores que percorrerão as ruas da capital dinamarquesa.

O programa competitivo começa no sábado, 19 de setembro, com a milha. A corrida feminina de elite está marcada para as 10h10 e a masculina para as 10h30. Durante a tarde será disputada a prova de 5 quilómetros, enquanto o domingo, dia 20, ficará reservado à meia maratona, com a elite feminina a partir às 9h10 e a masculina às 9h45.

Será, por isso, um fim de semana inteiramente dedicado à corrida de estrada e com uma particularidade que reforça a projeção da competição: não se trata apenas de uma prova internacional, mas dos campeonatos oficiais da World Athletics para estas distâncias, com títulos mundiais em discussão.

A edição de Copenhaga sucede ao primeiro Mundial de Estrada realizado em Riga, em 2023, e recupera uma competição que não teve edição em 2025. O modelo reúne num mesmo campeonato diferentes especialidades da corrida em estrada, desde a explosividade da milha e dos 5 quilómetros até à resistência exigida pelos 21,0975 quilómetros da meia maratona.

Para Mónica Lopes Silva, a presença entre as escolhidas portuguesas significa também o reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo da época. A convocatória chega depois de um percurso que a própria resume através das muitas horas de treino, das deslocações para competir e dos sacrifícios necessários para alcançar o nível que agora lhe permite vestir novamente a camisola da seleção nacional.

A atleta chega assim a setembro com um dos compromissos mais importantes da temporada pela frente. Mais do que uma participação numa prova internacional, Copenhaga significa competir num palco onde estarão em discussão títulos mundiais e onde Portugal estará representado por uma seleção de dez atletas.

Para Mónica Lopes Silva, a convocatória já constitui, por si só, um marco importante. A 19 e 20 de setembro chegará o momento de transformar em competição todo o trabalho que esteve por detrás da chamada à seleção.

“É um orgulho enorme vestir as cores de Portugal”, resumiu a atleta. Em Copenhaga, esse orgulho terá agora dimensão mundial.

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