Morreu Filipe Caseiro Alves, referência nacional e internacional da Radiologia

Médico radiologista, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e diretor clínico do Hospital da Luz Coimbra morreu aos 67 anos. Filipe Caseiro Alves, marido da confreira Maria Eduarda Vicetro, deixa um percurso de mais de quatro décadas dedicado à Medicina, ao ensino e à investigação.

Faleceu, aos 67 anos, Filipe Caseiro Alves, médico radiologista e professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), considerado uma das principais referências portuguesas e internacionais na área da Radiologia. O médico morreu na sexta-feira, 11 de setembro.

Natural de Coimbra, Filipe Caseiro Alves ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra em 1977, concluindo a licenciatura em Medicina em 1982. Depois de dois anos de Serviço Médico à Periferia, em Penela e no Espinhal, especializou-se em Radiologia em 1990, área à qual dedicaria grande parte da sua vida profissional, académica e científica.

A sua carreira ficou profundamente ligada à Universidade e aos Hospitais de Coimbra. Doutorou-se em Medicina em 1998 e desenvolveu um extenso percurso académico, chegando a professor catedrático da Faculdade de Medicina. Paralelamente, assumiu responsabilidades de relevo na atividade clínica e dirigiu durante vários anos o Serviço de Imagem Médica da atual Unidade Local de Saúde de Coimbra.

Desde 2018, Filipe Caseiro Alves exercia as funções de diretor clínico do Hospital da Luz Coimbra, instituição que, após a sua morte, destacou o contributo determinante que teve para o crescimento, diferenciação e afirmação daquela unidade hospitalar.

Uma carreira reconhecida internacionalmente

O trabalho desenvolvido por Filipe Caseiro Alves ultrapassou as fronteiras portuguesas e valeu-lhe algumas das mais importantes distinções da especialidade.

Em 2016 recebeu a Medalha de Ouro da European Society of Gastrointestinal and Abdominal Radiology (ESGAR) e, dois anos depois, em 2018, foi distinguido com a Medalha de Ouro da European Society of Radiology. Foi também membro honorário da Sociedade Espanhola de Radiologia Abdominal e da Sociedade Portuguesa de Radiologia e Medicina Nuclear.

O reconhecimento do seu percurso ficou igualmente marcado, em setembro de 2025, pela decisão da ULS de Coimbra de atribuir o seu nome à Biblioteca do Serviço de Imagem Médica. Na ocasião, a instituição destacou o contributo do professor para a formação pré e pós-graduada de sucessivas gerações de médicos radiologistas e para a projeção internacional do serviço.

Já em março deste ano, Filipe Caseiro Alves recebeu uma das mais relevantes distinções da academia conimbricense. A Universidade de Coimbra atribuiu-lhe o título de Professor Emérito, destinado a distinguir personalidades que se destacaram pelo prestígio académico e científico e pelo contributo para a projeção nacional e internacional da instituição.

A ULS de Coimbra, ao reagir ao seu desaparecimento, classificou Filipe Caseiro Alves como uma das maiores referências nacionais e internacionais da Radiologia, salientando o papel que desempenhou na evolução da especialidade e, particularmente, na formação de várias gerações de radiologistas. (Diário de Coimbra)

Confraria Sabores do Botaréu manifesta pesar

O falecimento teve também repercussão em Águeda, com a Confraria Sabores do Botaréu a associar-se ao momento de dor vivido pela família.

Filipe Caseiro Alves era marido de Maria Eduarda Vicetro, confreira daquela instituição aguedense. Numa mensagem de pesar, a Confraria apresentou as condolências à família e aos amigos, recordando o médico e professor universitário.

As cerimónias fúnebres decorrem em Coimbra. O corpo segue este domingo, 13 de setembro, pelas 14h00, para a Capela da Universidade de Coimbra, estando a missa de sufrágio marcada para segunda-feira, 14 de setembro, às 11h00, no mesmo local.

Desaparece assim uma figura de referência da Medicina portuguesa, cujo percurso ficou marcado pela assistência aos doentes, pela investigação científica e, sobretudo, pela formação de sucessivas gerações de médicos na Universidade de Coimbra.

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