Jorge Almeida recorda o antigo autarca como “um homem de convicções”, mas sobretudo como um amigo. Na sua página pessoal, o presidente da Câmara de Águeda deixou uma mensagem particularmente emotiva: “Um amigo nunca morre!”
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, manifestou profundo pesar pela morte de Nuno Cardoso, antigo presidente da Câmara Municipal do Porto, que faleceu esta segunda-feira, aos 64 anos, após doença prolongada.
Numa nota de pesar divulgada pelo Município de Águeda, Jorge Almeida endereçou condolências à esposa, aos filhos, restantes familiares e amigos do antigo autarca, bem como à Câmara Municipal do Porto.
Nascido no Peso da Régua, a 31 de outubro de 1961, Nuno Cardoso teve um percurso ligado à engenharia, à política e ao serviço público. Licenciado em Engenharia pela Universidade do Porto, assumiu, em outubro de 1999, a presidência da Câmara Municipal do Porto, funções que desempenhou até 2002.
O seu percurso ficou associado a projetos estruturantes para a cidade e para a Área Metropolitana do Porto, nomeadamente à conceção da rede do Metro do Porto.
“Acima de tudo era um amigo”
Na nota institucional, Jorge Almeida não escondeu a relação pessoal que mantinha com Nuno Cardoso.
“Nuno Cardoso era um homem de convicções, mas acima de tudo era um amigo e a sua partida representa uma perda sentida, em primeiro lugar, para os seus familiares e também para todos os portuenses. Portugal perde, hoje, um homem que dedicou grande parte da sua vida a defender a causa pública.”
Mas foi na sua página pessoal no Facebook que o presidente da Câmara de Águeda deixou uma mensagem ainda mais íntima e emotiva, reveladora da amizade que os unia.
“A morte de um amigo é sempre uma perda irreparável”, começou por escrever Jorge Almeida, acrescentando que, perante a morte, “as palavras humanas são sempre poucas, tímidas, incompletas e insuficientes”.

O autarca aguedense escreveu depois uma das passagens mais marcantes da sua homenagem: “Hoje um amigo morreu, mas, ao contrário do que a morte deseja, eu não perdi um amigo. Um amigo nunca se perde, mesmo quando morre. Um amigo espreita-nos, a cada esquina e espera-nos em todos os lugares, porque está sempre connosco. Um amigo nunca morre!”
“Meu Mano Nuno”
Jorge Almeida dirige-se a Nuno Cardoso de uma forma particularmente próxima, tratando-o por “Meu Mano Nuno”, e admite sentir “uma enorme nostalgia e saudade” perante a sua morte.
Recorda não apenas a dor da partida, mas também “as lembranças felizes e a sorte extraordinária de tudo o que partilhámos”.
Na parte final da publicação, o presidente da Câmara de Águeda escreve que pretende encarar a morte do amigo como “a passagem para uma convivência diferente, feita de lembrança, de pensamento, de diálogo interior”.
E despede-se com uma mensagem carregada de significado pessoal: “Por isso te abraço Nuno, porque sei me abraças, onde quer que estejas.”
Jorge Almeida estendeu ainda um abraço à família de Nuno Cardoso e aos “tantos amigos”, terminando a homenagem com as palavras: “Um Grande Abraço Nuno!”
A mensagem pessoal reforça assim a dimensão da homenagem institucional prestada pelo Município de Águeda. Para Jorge Almeida, a morte de Nuno Cardoso representa não apenas o desaparecimento de uma figura da vida pública portuguesa, mas também a perda física de alguém com quem mantinha uma profunda relação de amizade e cumplicidade.
