O novo Mercado Municipal de Águeda vai abrir portas na segunda quinzena de outubro. A confirmação foi dada pelo presidente da Câmara Municipal, Jorge Almeida, em grande entrevista à TVC, transmitida este sábado, 26 de setembro. A obra entra agora na reta final, com as últimas ligações técnicas, a preparação dos espaços comerciais e a organização da mudança dos operadores que se encontram no mercado provisório. O autarca não esconde a expectativa em relação ao resultado final e garante que o novo equipamento “vai surpreender toda a gente”.
Está a chegar ao fim uma das maiores e mais aguardadas intervenções realizadas no centro da cidade de Águeda. Depois de um longo período de obras e do funcionamento dos comerciantes em instalações provisórias, o novo Mercado Municipal prepara-se finalmente para receber operadores, clientes e visitantes, com a abertura apontada para a segunda metade do próximo mês.
A confirmação foi deixada por Jorge Almeida durante a grande entrevista concedida à TVC, na qual o presidente da Câmara Municipal de Águeda fez um balanço do primeiro ano do atual mandato e abordou alguns dos principais investimentos que estão em curso ou projetados para o concelho.
Questionado diretamente sobre se outubro continuava a ser a meta estabelecida para colocar o novo equipamento em funcionamento, Jorge Almeida confirmou que esse é o calendário com que a autarquia está a trabalhar: “Estamos a apontar para a segunda metade do mês de outubro para abrir.”
A confirmação significa que faltam agora poucas semanas para que os aguedenses possam conhecer por dentro o resultado de uma intervenção que alterou profundamente o antigo Mercado Municipal e que se estende também à sua envolvente urbana.
Apesar de a componente mais visível da construção estar praticamente concluída, há ainda uma importante fase técnica a finalizar. Um mercado desta dimensão não é apenas um edifício com lojas prontas a ocupar. Cada operador necessita de ligações e condições específicas para desenvolver a respetiva atividade, o que obriga à articulação de instalações elétricas, comunicações e outras infraestruturas indispensáveis ao funcionamento dos diferentes espaços.
É precisamente esse trabalho que está agora a ser desenvolvido antes da mudança definitiva. “Estamos a tratar naturalmente dessas ligações todas que são precisas fazer para que toda a gente possa mudar do mercado provisório para o mercado”, explicou Jorge Almeida.
A operação terá ainda de ser articulada com os próprios comerciantes, uma vez que estão em causa atividades económicas que continuam em funcionamento e que terão de transitar das instalações provisórias para o novo equipamento. O objetivo será fazer essa mudança de forma organizada, garantindo que os espaços se encontram devidamente preparados para receber cada operador.
A abertura do mercado não significará, contudo, que todos os espaços disponíveis estejam necessariamente ocupados desde o primeiro dia. Depois da transferência dos atuais comerciantes, a Câmara Municipal pretende avançar com os procedimentos necessários para a ocupação das lojas e dos restantes espaços que fiquem livres, abrindo assim a possibilidade de entrada de novos operadores.
Esta componente poderá revelar-se particularmente importante para o futuro do equipamento. A entrada de novas atividades poderá aumentar a diversidade da oferta e contribuir para que o novo mercado assuma uma função comercial mais ampla, ultrapassando o conceito tradicional associado exclusivamente à venda de produtos frescos.
“Vai surpreender toda a gente”
Ao longo da entrevista, Jorge Almeida deixou perceber que a Câmara Municipal deposita grandes expectativas no resultado final da intervenção.
Quando comparava o investimento necessário para as futuras piscinas municipais com outras grandes obras do concelho, o presidente da Câmara utilizou precisamente o Mercado Municipal como referência, destacando a dimensão e a qualidade do equipamento que está prestes a ser colocado ao serviço da população.
O autarca classificou-o como uma infraestrutura “muito grande e muito boa” e foi ainda mais longe na descrição do resultado: “Em breve todos poderemos ver que é uma infraestrutura muito grande e muito boa e, eu diria, incrível. Vai surpreender toda a gente.”
As declarações elevam ainda mais a expectativa em torno de uma obra que tem sido acompanhada de perto pela população, não apenas pela importância histórica do mercado para a cidade, mas também pela localização central do equipamento e pelos condicionamentos que uma intervenção desta dimensão inevitavelmente provocou durante a sua execução.
A transformação não se limita ao interior do edifício. A envolvente do Mercado Municipal está igualmente a ser preparada, com particular incidência na zona da Avenida 25 de Abril, procurando integrar o novo equipamento na reorganização daquele espaço urbano.
O resultado global só será totalmente percetível quando as obras estiverem concluídas, os comerciantes instalados e o mercado entrar em funcionamento. Será nessa altura que uma zona que durante um período significativo esteve marcada pelos trabalhos passará novamente a assumir uma função comercial e de circulação quotidiana no coração da cidade.
O novo mercado terá ainda o desafio de recuperar a sua função enquanto ponto de encontro. Historicamente, estes equipamentos não são apenas locais onde se compram produtos. São espaços de proximidade, contacto entre produtores, comerciantes e consumidores e, em muitos casos, elementos fundamentais na dinâmica dos centros urbanos.
Em Águeda, a ambição municipal passa por devolver essa centralidade ao mercado, mas num equipamento completamente adaptado às atuais exigências de funcionamento, conforto e organização.
A possibilidade de disponibilizar novos espaços a outros operadores poderá igualmente contribuir para gerar mais movimento e alargar a utilização do edifício, criando condições para que o investimento tenha impacto não apenas nos comerciantes diretamente instalados no mercado, mas também na restante atividade económica da zona envolvente.
Inauguração deverá contar com representantes do Governo
A entrada em funcionamento será acompanhada por uma inauguração oficial cuja dimensão deverá corresponder, segundo Jorge Almeida, à importância que a Câmara atribui ao investimento realizado.
“O mercado e uma obra destas merecem uma inauguração compatível, porque é efetivamente uma obra extraordinária”, afirmou o presidente da Câmara durante a entrevista.
A autarquia está a articular disponibilidades e pretende convidar entidades públicas e representantes do Governo para estarem presentes na cerimónia.
A data exata dessa inauguração não foi ainda anunciada, embora a abertura do equipamento esteja claramente apontada para a segunda metade de outubro. A definição do momento oficial terá também de ser conciliada com a disponibilidade das entidades que a Câmara pretende convidar.
Até lá, continuará a decorrer uma fase que poderá ser menos visível para quem passa diariamente pelo local, mas que será determinante para o funcionamento do equipamento. Será necessário concluir ligações, preparar cada espaço, coordenar a mudança e garantir que os operadores encontram as condições necessárias para retomar a atividade nas novas instalações.
Depois disso, chegará o momento de abandonar definitivamente a solução provisória e devolver o mercado ao local onde durante décadas fez parte da vida quotidiana da cidade.
A abertura representará também o encerramento de um ciclo particularmente exigente para os comerciantes, que tiveram de adaptar a sua atividade às instalações temporárias enquanto decorria a intervenção.
Para a cidade, será igualmente o momento de recuperar uma importante área central, agora com uma configuração substancialmente diferente.
O impacto do investimento será avaliado ao longo dos meses seguintes, sobretudo pela capacidade do novo Mercado Municipal para atrair clientes, integrar novos operadores, gerar movimento no centro urbano e afirmar-se como um espaço utilizado para além das compras tradicionais.
Para já, existe finalmente uma indicação temporal concreta: a segunda quinzena de outubro.
Depois de uma obra prolongada e de uma transformação profunda do edifício e da sua envolvente, faltam poucas semanas para que as portas sejam abertas e os aguedenses possam conhecer o resultado.
Jorge Almeida não esconde a confiança na obra. Para o presidente da Câmara Municipal de Águeda, o novo mercado não será apenas a recuperação de um equipamento que já existia, mas uma infraestrutura com outra dimensão e condições para assumir um papel relevante na cidade.
A expectativa fica, assim, lançada. Em outubro, o novo Mercado Municipal de Águeda deverá finalmente abrir ao público e iniciar uma nova etapa da sua história.
