Sete distritos mantêm aviso vermelho devido ao calor extremo. Aveiro continua sob aviso laranja

Portugal continental continua este domingo sob forte influência da onda de calor, com sete distritos a permanecerem sob aviso vermelho, o nível mais elevado da escala do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Apesar da melhoria registada em algumas regiões, as temperaturas continuam extremamente elevadas e o risco de incêndio mantém-se muito significativo.

Os distritos de Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Setúbal e Castelo Branco permanecem sob aviso vermelho até às 23h00 deste domingo.

Entretanto, Aveiro, juntamente com Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra e Leiria, passou para aviso laranja, mantendo-se ainda assim a previsão de temperaturas muito elevadas. Também Bragança, Viseu, Guarda, Faro e Vila Real permanecem sob o mesmo nível de aviso.

Segundo o IPMA, a onda de calor continua a provocar temperaturas máximas que poderão atingir os 44 graus Celsius, acompanhadas por noites tropicais, com temperaturas mínimas entre os 24 e os 28 graus.

Face às condições meteorológicas, o Governo mantém a situação de alerta em Portugal continental, medida que inclui restrições ao uso de maquinaria em atividades agrícolas e florestais para reduzir o risco de ignições.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) reforçou igualmente o dispositivo de combate aos incêndios rurais, mantendo o estado de prontidão especial no nível III, perante o elevado perigo de incêndio que continua a afetar praticamente todo o território.

Também a Direção-Geral da Saúde (DGS) reforçou os apelos à proteção da população, recomendando uma atenção especial às pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças e doentes crónicos. Entre as medidas sugeridas às autarquias estão a disponibilização de locais climatizados, água potável, reforço das zonas de sombra e adaptação dos horários dos trabalhos realizados no exterior.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou ainda que Portugal irá ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos, permitindo reforçar os meios disponíveis para o combate aos incêndios florestais, numa altura em que praticamente todo o país apresenta risco muito elevado ou máximo de fogo.

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