A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Sever do Vouga (AHBVSV) reafirma o seu compromisso com a transparência, o rigor e a sobrevivência da instituição, rejeitando aquilo que considera serem tentativas de desestabilização e a circulação de informações que não correspondem à realidade.
Num comunicado dirigido à população e aos associados, datado de 27 de janeiro, a Direção esclarece que deliberou retirar a confiança ao comandante em regime de substituição, na sequência da tomada de posição pública assumida por este responsável. A Direção sublinha que a decisão resulta da necessidade de preservar a hierarquia, a separação de competências e o normal funcionamento da Associação.
No documento, a Direção recorda que tomou posse a 31 de março de 2025, há cerca de dez meses, num momento considerado crítico, em que a inexistência de listas candidatas colocava em risco a continuidade da instituição. Refere ainda que todos os membros da Direção exercem funções de forma não remunerada, abdicando do seu tempo pessoal e familiar em prol da comunidade e dos Bombeiros de Sever do Vouga. O comandante em regime de substituição assumiu funções a 1 de janeiro de 2026.
Relativamente à gestão da Associação, a Direção defende uma atuação assente no rigor e na responsabilidade na utilização dos recursos dos associados, sublinhando que todos os procedimentos, eventos e atividades devem obedecer a planeamento orçamental. São apontadas decisões do passado recente que terão originado prejuízos e encargos financeiros inesperados, reforçando a ideia de que terminou a fase de decisões unilaterais que colocam em causa a saúde financeira da instituição.
A Direção reconhece que a Associação enfrenta dificuldades de liquidez, uma realidade que diz ser comum à maioria das Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários e que, no caso de Sever do Vouga, existe desde a sua criação. Ainda assim, garante que as carências estão identificadas e que estão a ser trabalhadas soluções, embora os resultados não sejam imediatos, tendo em conta os elevados custos associados a exigências como a renovação da frota ou a aquisição de equipamentos de proteção individual.
No que respeita às competências, a Direção esclarece que a gestão de recursos humanos é da sua responsabilidade, rejeitando pressões para contratações baseadas em relações pessoais ou aumentos salariais desajustados da realidade financeira da Associação. A prioridade, refere, é assegurar a sustentabilidade financeira a longo prazo e o tratamento justo de todos os operacionais. Ao comando compete a operacionalidade, área na qual a Direção afirma nunca se ter imiscuído.
A Direção acrescenta que, desde o início de janeiro, foram realizadas reuniões com abertura para identificação de problemas e estudo de soluções, considerando incompreensível que algumas questões tenham sido levadas para a praça pública. Reitera que a Associação dispõe de espaços e momentos próprios para tratar internamente os seus assuntos.
Quanto ao futuro, a Direção garante estar focada na resolução das carências ao nível da frota e dos equipamentos, situações que afirma terem sido herdadas, contando para isso com o apoio de parceiros estratégicos, mantendo-se firme no mandato para o qual foi eleita.
Recorde-se que, no passado dia 24 de janeiro, cerca de 70 bombeiros subscreveram uma carta aberta onde solicitavam a substituição da Direção, elencando vários motivos. A Direção respondeu agora com o comunicado em causa. O comando da corporação continua assegurado pelo comandante em regime de substituição, funções assumidas no início do ano.


