Suspeito de homicídio em Águeda remete-se ao silêncio no início do julgamento

Um homem de 45 anos acusado de ter matado um septuagenário à paulada na sua residência, em Águeda, remeteu-se hoje ao silêncio no início do julgamento no Tribunal de Aveiro.

O arguido, que se encontra em prisão preventiva, está acusado de um crime de homicídio qualificado, relacionado com factos ocorridos a 20 de julho de 2025, na localidade de Barrô.

Durante a primeira sessão do julgamento, foi ouvida uma inspetora da Polícia Judiciária (PJ), que relatou a existência de vestígios biológicos no local do crime, alegadamente coincidentes com o perfil de ADN do arguido.

Segundo o testemunho, esses vestígios foram encontrados num pau de madeira e numa garrafa de cerveja apreendida no pátio da habitação da vítima, onde também teriam sido detetadas impressões digitais do suspeito.

A inspetora acrescentou ainda que o local apresentava indícios de que a vítima terá sido impedida de pedir socorro, uma vez que não foram encontrados o telefone nem as chaves da residência, estando o portão trancado pelo lado exterior.

De acordo com a acusação do Ministério Público, a vítima, um homem de 71 anos, terá encontrado o arguido na via pública, tendo ambos permanecido posteriormente em convívio, durante o qual consumiram bebidas alcoólicas.

Em momento posterior, e por motivos não esclarecidos, o arguido terá agredido a vítima com um pau de madeira, atingindo-a sobretudo na cabeça, abandonando depois o local.

O septuagenário sofreu ferimentos graves que acabariam por lhe provocar a morte, tendo o corpo sido encontrado apenas dois dias depois por familiares.

O Ministério Público sustenta que o arguido agiu de forma “dissimulada e traiçoeira”, aproveitando-se da vulnerabilidade da vítima.

O suspeito foi detido em outubro na casa dos pais, em Alcobaça, sendo referido pela Polícia Judiciária que tem antecedentes ligados a diversos crimes, incluindo tráfico de droga e crimes contra pessoas e património.

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