Um homem de 46 anos, acusado de ter ateado um incêndio florestal em Águeda, em julho de 2025, negou esta quinta-feira o crime no início do julgamento no Tribunal de Aveiro. O arguido encontra-se em prisão preventiva e está acusado de um crime de incêndio florestal.
O homem afirmou perante o coletivo de juízes que não cometeu os atos que lhe são imputados pelo Ministério Público. Declarou ter um estilo de vida nómada e que tinha chegado a Águeda apenas na noite anterior aos factos, estando de passagem em direção ao sul. Quando foi detido pela GNR, encontrava-se junto a um supermercado a pedir dinheiro para se alimentar.
Durante a audiência, foi ouvido um guarda-florestal envolvido na investigação, que referiu que alguns populares relataram ter visto um homem com características semelhantes às do arguido na área onde o incêndio ocorreu. Também foi ouvida uma trabalhadora de uma empresa próxima, que disse ter visto, durante a pausa de almoço, um homem que comentou: “isto havia de arder tudo”, sem conseguir identificar a cara do indivíduo.
O incêndio ocorreu na tarde de 2 de julho, numa zona de risco elevado junto à Zona Industrial do Casarão, em Aguada de Cima. A Polícia Judiciária explicou que o alegado autor utilizou chama direta para iniciar o fogo numa área de eucaliptal com vegetação rasteira seca, próxima de instalações industriais e habitações.
O fogo consumiu mais de dois mil metros quadrados de área florestal, mas não se alastrou devido à rápida intervenção de populares que alertaram as autoridades, permitindo um combate eficaz. Dois dias depois, a PJ anunciou a detenção do presumível autor do incêndio.
