Três dos quatro bombeiros feridos no grave acidente ocorrido quando se deslocavam para combater o incêndio de Arouca encontram-se internados em estado crítico no Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira.
Os operacionais, pertencentes aos Bombeiros Voluntários de Arouca, ficaram feridos depois de o veículo em que seguiam para o teatro de operações ter caído numa ravina com cerca de 150 metros, na madrugada de quarta-feira.
Segundo informação da Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga, três dos quatro bombeiros permanecem internados na Unidade de Cuidados Intensivos.
Um dos operacionais foi submetido a uma intervenção cirúrgica e apresenta um prognóstico muito reservado, permanecendo nos Cuidados Intensivos. Outro dos bombeiros apresenta igualmente um quadro clínico considerado de particular gravidade.
O quarto bombeiro ferido também já foi submetido a cirurgia e permanece no Serviço de Urgência, acompanhado pela equipa de Ortopedia.
A situação clínica dos operacionais tornou-se uma das principais preocupações depois do incêndio que começou pelas 21h50 de segunda-feira, em Bouceguedim, na freguesia de Moldes, e que acabou por se propagar ao concelho de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu.
A presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, estimou em aproximadamente 1.300 hectares a área de floresta consumida pelas chamas.
A autarca deixou uma mensagem de força aos bombeiros hospitalizados e às respetivas famílias, sublinhando que a evolução do estado de saúde dos operacionais constitui neste momento a principal preocupação.
O incêndio chegou a apresentar quatro frentes ativas e, nos períodos de maior intensidade, mobilizou mais de 600 operacionais, perto de 200 veículos e nove meios aéreos.
Uma parte significativa do dispositivo foi posicionada preventivamente nas proximidades das localidades ameaçadas pelo fogo, nomeadamente Bouceguedim, Cando, Rio de Frades, Pedrógão, Covêlo de Paivó, Cabreiros e Tebilhão, assim como Candal, já no concelho de São Pedro do Sul.
Apesar da dimensão do incêndio, a informação recolhida pela Câmara de Arouca aponta para que os principais prejuízos estejam concentrados em áreas de floresta e mato. Até ao momento, não há indicação de habitações ou outros edifícios destruídos nem de animais mortos.
O incêndio foi entretanto dado como dominado, mantendo-se no terreno os trabalhos de consolidação e vigilância. A evolução favorável das operações está a permitir a desmobilização progressiva dos meios, à medida que as condições de segurança o permitem.
