Projeto GoAble, desenvolvido por alunos da Escola Secundária Adolfo Portela, está entre as cinco soluções do distrito de Aveiro apuradas para a final nacional, que se realiza a 18 de setembro, em Lisboa
Alunos da Escola Secundária Adolfo Portela, em Águeda, estão entre os finalistas nacionais da 12.ª edição do Apps for Good, graças ao desenvolvimento da GoAble, uma aplicação concebida para ajudar pessoas com mobilidade reduzida a encontrar espaços e estabelecimentos acessíveis.
O projeto aguedense é uma das cinco soluções tecnológicas desenvolvidas por equipas do distrito de Aveiro que garantiram presença na final nacional do programa educativo tecnológico promovido pelo CDI Portugal. A competição realiza-se na próxima sexta-feira, 18 de setembro, a partir das 10h00, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.
As cinco equipas aveirenses conquistaram o apuramento depois de se destacarem no Encontro Regional Norte do Apps for Good, onde estiveram em competição 64 projetos desenvolvidos por cerca de 200 alunos, provenientes de 30 escolas de 19 municípios.
GoAble quer tornar as cidades mais acessíveis
Desenvolvida na Escola Secundária Adolfo Portela, a GoAble procura dar uma resposta tecnológica a um problema que continua a condicionar o quotidiano das pessoas com mobilidade reduzida: saber antecipadamente se determinado estabelecimento ou espaço oferece condições adequadas de acessibilidade.
A aplicação permite encontrar estabelecimentos acessíveis nas proximidades, recorrendo a um mapa interativo, disponibilizando ainda navegação integrada e avaliações verificadas pela própria comunidade.
O projeto está enquadrado no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 10 das Nações Unidas — Reduzir as Desigualdades.
A solução coloca assim Águeda na final nacional de uma iniciativa que desafia os estudantes a identificarem problemas concretos existentes nas suas comunidades e a desenvolverem respostas através da tecnologia.





Cinco projetos levam distrito de Aveiro à final
Além da equipa de Águeda, o distrito estará representado por projetos provenientes de Aveiro, Ílhavo, Albergaria-a-Velha e Mealhada.
A Escola Profissional de Aveiro apresenta o DoctSupport, que combina uma aplicação com um robô inteligente destinado à triagem hospitalar. A solução mede automaticamente sinais vitais e utiliza inteligência artificial para apoiar a priorização clínica, procurando reduzir tempos de espera e aliviar o trabalho das equipas médicas.
Da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, em Ílhavo, chega a Black Glove, uma aplicação ligada a uma luva inteligente capaz de traduzir linguagem gestual e Braille em tempo real, procurando aumentar a autonomia comunicacional de pessoas surdas, cegas e surdocegas.
A Escola Secundária de Albergaria-a-Velha concorre com a Logiox, uma aplicação de estimulação cognitiva que disponibiliza minijogos de memória, lógica e reflexos dirigidos a diferentes faixas etárias, incluindo idosos em estruturas residenciais.
Já a Escola Profissional Vasconcellos Lebre apresenta a S.O.S. – Safety on Sight, uma aplicação de segurança que permite alertar contactos e entidades, partilhar a localização em tempo real e consultar medidas de proteção perante situações de emergência.
30 projetos de todo o país disputam final
A final nacional vai reunir 30 projetos de alunos dos ensinos básico, secundário e, pela primeira vez, superior, provenientes de diferentes pontos do país.
As propostas procuram responder, através da tecnologia, a problemas relacionados com vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, abrangendo áreas como saúde e bem-estar, educação, desigualdades, sustentabilidade, alterações climáticas, trabalho, proteção ambiental e justiça.
“Quando um jovem deixa de ser apenas consumidor e passa a criador de tecnologia, transforma-se a sua perceção sobre aquilo que é possível”, destaca João Baracho, diretor-executivo do CDI Portugal, sublinhando que o programa permite aos alunos desenvolver competências tecnológicas, criatividade, comunicação, pensamento crítico e capacidade de colaboração.
Ao longo de 12 anos, o Apps for Good já envolveu mais de 35 mil alunos, 1.800 professores e mais de 800 escolas, dando origem a milhares de soluções tecnológicas desenvolvidas a partir de problemas e necessidades reais identificados pelos próprios jovens.
A sessão institucional da final está marcada para as 17h30 e contará, entre outros, com James Garnett, presidente do Conselho de Administração do Apps for Good UK, Erin Chemery, Senior Project Officer da UNESCO, e João Baracho. O encerramento ficará a cargo de Alexandre Homem-Cristo, secretário de Estado Adjunto e da Educação.
