Euribor sobe a três, seis e 12 meses e atinge máximos de mais de ano e meio

As taxas Euribor voltaram a subir esta sexta-feira, 21 de agosto, nos prazos de três, seis e 12 meses, atingindo máximos de mais de um ano e meio, numa evolução com impacto nos contratos de crédito à habitação associados a estes indexantes.

A Euribor a seis meses, atualmente uma das principais referências utilizadas em Portugal nos empréstimos à habitação com taxa variável, fixou-se nos 2,765%, registando uma subida de 0,028 pontos percentuais relativamente à sessão anterior.

O valor alcançado representa também o nível mais elevado deste indicador desde novembro de 2024.

A evolução da Euribor assume particular importância para as famílias com empréstimos à habitação de taxa variável, uma vez que estas taxas são utilizadas pelos bancos como referência para determinar os juros aplicados aos contratos.

Nos empréstimos indexados à Euribor, a prestação é normalmente revista de acordo com a periodicidade do indexante contratado. Assim, uma subida da taxa pode traduzir-se num aumento da prestação na revisão seguinte, embora o impacto concreto dependa de fatores como o capital ainda em dívida, o prazo restante, o spread contratado e o momento em que ocorre a revisão.

A Euribor resulta da média das taxas às quais um conjunto de bancos da Zona Euro declara estar disponível para emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário, sendo calculada para diferentes maturidades.

Depois do período de descida observado anteriormente, a subida dos três principais prazos acompanhados no crédito à habitação volta a colocar a evolução das taxas de juro no centro das atenções das famílias portuguesas, sobretudo daquelas que mantêm contratos de financiamento com taxa variável.

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