A iluminação deixou de servir apenas para acender espaços. A portuguesa Lightenjin está a desenvolver soluções que conjugam tecnologia LED, sistemas de controlo, sensores e gestão técnica, permitindo utilizar a própria infraestrutura de iluminação como uma plataforma para recolher informação, reduzir consumos e tornar edifícios e infraestruturas mais eficientes, seguros e sustentáveis.
O conceito parte de uma questão aparentemente simples: que outras funções pode desempenhar um sistema de iluminação além de fornecer luz? A resposta levou a empresa a desenvolver uma abordagem tecnológica que já pode ser aplicada em ambientes tão distintos como escritórios, estradas, túneis rodoviários, estações de metro, estádios e outras infraestruturas críticas.
Em vez de tratar a iluminação como um sistema isolado, a Lightenjin integra-a num ecossistema mais abrangente de gestão dos espaços. As soluções podem incorporar controlo inteligente da iluminação, gestão técnica de edifícios, monitorização da qualidade do ar, sistemas acústicos, eliminação de odores e diferentes tipos de sensores.
A informação recolhida permite conhecer melhor as condições existentes em cada espaço e a forma como este é utilizado. Os responsáveis podem, assim, ajustar o funcionamento das instalações a necessidades concretas, tomando decisões sustentadas em dados reais e não apenas em estimativas.
José Mota, CEO da Lightenjin, explica que esta filosofia acompanha a empresa desde a sua criação.

“A Lightenjin nasceu da vontade de explorar o verdadeiro potencial da iluminação para além da sua função tradicional”, refere o responsável, sublinhando que o objetivo passou desde o início por perceber de que forma os sistemas de iluminação poderiam contribuir para melhorar os espaços e a experiência das pessoas.
Foi a partir desta visão que a empresa começou a combinar iluminação LED com sistemas de controlo inteligente e gestão técnica. Com a evolução da tecnologia, a solução foi sendo alargada a diferentes áreas e tipos de infraestrutura.
Um dos elementos diferenciadores está precisamente nessa capacidade de integração. Para a empresa, a iluminação constitui apenas uma das componentes de uma solução tecnológica mais vasta.
Através da instalação de sensores e da digitalização dos espaços, torna-se possível obter informação que pode ser utilizada para otimizar consumos energéticos, melhorar as condições ambientais, aumentar o conforto dos utilizadores e tornar a operação dos edifícios e infraestruturas mais eficiente.
A abordagem ganha particular relevância num momento em que empresas e entidades públicas enfrentam simultaneamente a necessidade de reduzir custos energéticos, cumprir objetivos ambientais e modernizar a gestão dos seus equipamentos.
Segundo José Mota, o mercado tem demonstrado uma preocupação crescente precisamente com “a eficiência energética, a sustentabilidade e a digitalização dos edifícios”, áreas nas quais a empresa tem vindo a especializar-se.
O balanço efetuado pela Lightenjin é, por isso, positivo. A empresa considera ter conseguido transformar a ideia inicial numa oferta tecnológica consolidada, participando progressivamente em projetos de maior complexidade e exigência.
Mais do que substituir sistemas convencionais por iluminação LED, a estratégia passa por transformar os pontos de luz numa infraestrutura tecnológica distribuída pelos edifícios e espaços públicos. Dessa forma, uma rede criada originalmente para iluminar pode passar também a fornecer informação sobre aquilo que acontece no espaço onde está instalada.
É uma mudança de paradigma: a luz continua a iluminar, mas a infraestrutura que a suporta passa também a observar, medir, comunicar e ajudar a gerir.
A Lightenjin pretende continuar a desenvolver esta combinação entre iluminação, sensores, dados e automação, procurando responder à crescente digitalização dos edifícios e das infraestruturas. O objetivo mantém-se semelhante ao que esteve na origem do projeto: utilizar tecnologia para criar espaços mais eficientes, sustentáveis, seguros e confortáveis para quem os utiliza.
