A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) emitiu esta quinta-feira, 12 de fevereiro, pelas 13h00, o Aviso n.º 8/DCS/2026, alertando para o agravamento do estado do tempo em Portugal continental, na sequência da influência da depressão ORIANA.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), são esperados períodos de chuva, por vezes forte e persistente, a partir da tarde de hoje, com especial incidência no litoral das regiões Norte e Centro e na região de Lisboa e Vale do Tejo. O vento deverá soprar forte, com rajadas até 80 km/h, podendo atingir os 100 km/h nas terras altas.
Está igualmente prevista agitação marítima forte na costa ocidental, com ondas de oeste/noroeste até seis metros, podendo alcançar os 11 metros de altura máxima.
Risco significativo de inundações
Segundo a informação hidrológica da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), prevê-se risco significativo de inundações em diversas bacias hidrográficas e municípios, incluindo:
- Rio Águeda: Águeda;
- Rio Vouga: Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede;
- Rio Mondego: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure;
- Rio Tejo: Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira e Vila Nova da Barquinha;
- Rio Sorraia: Coruche e Benavente;
- Rio Sado: Alcácer do Sal.
Estão também sob vigilância outras bacias, como os rios Minho, Coura, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Lis, Nabão e Guadiana, com vários municípios em risco.
A Proteção Civil alerta que a persistência da precipitação poderá potenciar o transbordo de rios e ribeiras, inundações em zonas urbanas por obstrução dos sistemas de drenagem, instabilidade de vertentes e deslizamentos de terras.
Possíveis impactos
Entre os efeitos expectáveis estão:
- Submersão temporária de vias rodoviárias;
- Piso escorregadio e formação de lençóis de água;
- Arrastamento de objetos soltos e estruturas móveis;
- Queda de ramos e árvores devido ao vento forte;
- Possíveis acidentes na orla costeira, associados à forte agitação marítima.
Medidas preventivas
A ANEPC recomenda à população a adoção de comportamentos preventivos, nomeadamente:
- Garantir a desobstrução de sistemas de escoamento de águas pluviais;
- Evitar a circulação e permanência em zonas inundadas;
- Não atravessar áreas alagadas;
- Retirar animais, equipamentos e bens de zonas historicamente inundáveis;
- Fixar estruturas soltas, como andaimes, placards ou mobiliário exterior;
- Reduzir a velocidade na condução e adotar uma postura defensiva.
As autoridades apelam ainda ao acompanhamento regular das previsões meteorológicas e das indicações da Proteção Civil e forças de segurança, numa fase em que os solos já se encontram saturados e os caudais elevados.
